sábado, 17 de novembro de 2012

Discípulo do Buda



Venerável Cakkhupala Thera

Foi um discípulo iluminado do Senhor Buddha, a primeira estrofe do Dhammapada está dedicada a ele.

O Mestre conhecia tudo de todas as pessoas. Ele olhava para o discípulo, lia a aura e sabia perfeitamente sobre o passado e o presente de cada praticante.

Thera é uma graduação hierárquica, algo como “Sábio”. Cakkhupala, o nome de ordenação. Então Cakkhupala, para abrir a coletânea de ensinamentos do Dhammapada, devia ter muitos méritos para isso. Nossa imorredoura gratidão,  possibilitou através dos tempos futuros, todos bebessem nesta fonte de bem viver.

O texto da primeira estrofe diz:

“O que somos hoje procede de nossos pensamentos do passado e nossos pensamentos presentes forjam nossa vida de amanhã: nossa vida é a criação de nossos pensamentos.

Se um homem fala ou atua com pensamentos impuros, o sofrimento o segue como a roda do carro segue o animal que puxa o veículo”.

A referência ao Venerável Cakkhupala está na página 42, do sagrado volume Dhammapada, Debolsillo, 2011, Barcelona. Edição bilíngüe páli-espanhol por Juan Mascaro (1897-1987) um dos maiores sanscritistas do século XX.

www.megustaleerdebolsillo.com

Agradecimentos aos antepassados de Cakkhupala e toda a equipe de Luz que o acompanha ao longo dos milênios.

Reverências !

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Profissão Descasamenteiro



Festas de Divórcio

Outro dia, algumas postagens atrás, escrevi sobre festas de descasamentos que começam a acontecer em algumas localidades.

Agora vejo a ótima revista Língua Portuguesa, publicada pela editora Segmento, ano 8, nº 83, setembro, 2012, página 56, informando que nos Estados Unidos já existe a profissão de “divorce planner”, ou seja, aqueles organizadores, promotores das festas de descasamento, com direito a bolo e muita alegria.

A proposta justamente é, tirar o ranço negativista que envolve as separações. A citada revista diz ainda que tais eventos viraram uma verdadeira indústria que faz muito sucesso.

Como escrevemos no artigo anterior, a postura lembra a filosofia budista, procurar ver as perdas como ganhos, sabendo que tudo é impermanente nesse plano material.

E, por outro lado, as festas geram atitudes mais saudáveis, em vez de separações que geram muitos crimes.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Santa" Nhá Chica



Nhá Chica

Não sou católico, o que escrevo a seguir é com todo respeito e reverência.

Sou um budista que tem apreço e muita gratidão a Nhá Chica, ex-escrava mineira que está em processo de santificação pelo Vaticano... não sei se o termo certo é assim.

Por uma obra do acaso... sei que em espiritualidade não existe acaso, não existe coincidência... visitei a aprazível cidade de Baependi - MG, “conheci” Nhá Chica, orei com ela, rezei com ela, me emocionei na igrejinha que ela construiu e a maior também. Fiz pedidos vários, obtive e obtenho muitas graças através dela.

Inclusive, um dos itens que me caracteriza é que ando, diariamente, com uma relíquia de Nhá Chica que lá adquiri, desde 2005.

Portanto, peço/sugiro ao Santo Padre, o papa Bento XVI que no próximo ano, em sua chegada ao Rio de Janeiro, para o Fórum Mundial da Juventude Católica, que pretende receber 1 milhão de jovens de todo o mundo, que oficialize Nhá Chica como “Santa” – também não sei se o verbo certo é “oficializar”.

Agora, na minha linguagem espiritualista: Nhá Chica é um Espírito de muita Luz, um Ser Celestial que faz parte da egrégora (o campo energético) de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.



Importante: a rainha Mahamaya, mãe de Sidarta Gotama, o Buda, também era “virgem” quando concebeu o príncipe. Aventuro-me até a pensar que os espíritos de Maria mãe de Jesus e Mahamaya mãe de Buda são do mesmo plano espiritual, foram devas encarnadas e por isso não podiam ter o contato físico.

Nada contra a sexualidade, mas os experimentos com a ovelha Dolly nos permitem deduzir que tanto Sidarta quanto Jesus foram clonados espiritualmente.

A referência a Jesus está na Bíblia, todos sabem, e a referência a Sakyamuni está no raríssimo, já esgotado, A Vida de Buda, do estudioso francês A. Ferdinand Herold, publicado no Brasil pela Ece Editora, em 1985. (Editora Cultura Espiritual, SP).

Herold teve como base os textos do antigo Budismo Indiano, em sânscrito: Lalita-Vistara, Buddhacarita e o Avadanasataka.

O autor cita ainda os pesquisadores europeus H. Oldenberg e H. Kern.

A imagem de Nhá Chica é com um guarda-chuva... e existe uma linhagem de divindades (espíritos de luz) budistas que aparecem com guardas-chuvas, guarda-sóis ou sombrinhas...

Estes grandes seres, originalmente pertencem às suas respectivas fés, religiões, mas depois, após o desencarne, se tornam patrimônio espiritual da humanidade, cuja linguagem é o amor incondicional que independe de denominação específica.








domingo, 11 de novembro de 2012

Budismo chinês



Budismo Contemporâneo

Já falamos do intelectual japonês Daisaku Ikeda, hoje voltamos a falar dele, pela importância do seu trabalho.

No livro “O Budismo na China”, publicado no Brasil pela editora Record, em 1976, ele afirma que caminhando da Índia para a China o Darma de Buda cresceu em quantidade e qualidade, uma profusão de escolas ajudou e muito a divulgar o pensamento de Sakyamuni em outros países da Ásia.

Ikeda é romancista, crítico literário, poeta, professor, ensaísta consagrado e Doutor Honoris Causa em universidades conceituadas de vários países. A ONU lhe concedeu o “Prêmio da Paz” em função de sua incansável atividade como missionário leigo divulgando o Budismo e a Paz entre os seres humanos.

Nas páginas 98 a 102 ficamos sabendo da Meditação Sutra Lótus, uma antiga prática devocional que consistia em três itens: recitar mantras, estudar as escrituras (isto é, o Sutra Lótus, que condensa todo o tripitaka mahayana) e a meditação silenciosa de plena atenção, ao longo de 21 dias.

Há uma história, lenda ou não, que no ano 65 o então Imperador chinês sonhou que um homem de ouro voava pelos céus vindo da Índia, este ser que voava, naturalmente era o Buda.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Centro 1



Centro 1 = PL

É sempre bom visitar, como fiz hoje, o Centro 1, Local de Expansão da PL – Instituição Religiosa Perfeita Liberdade, que fica na Cinelândia, coração do Rio de Janeiro.

É uma salinha pequena que eu costumo chamar de “cantinho milagroso”. Chego lá, faço minha reverência, as preces e converso com o Omitamá – o símbolo da PL, que consiste em um círculo com 21 raios, na verdade, é o Sol que nos abençoa sempre. Converso também com o Deus Mioyaookami, que é uma poderosa Energia revelada pelo Xintoísmo. Converso ainda com Oshieoya-Samá, o Patriarca, e agradeço a todos: fundadores, mestres, assistentes de mestres e demais peelistas. Oro pelos meus amigos, parentes e estabelecemos assim uma bela Egrégora, um ótimo campo magnético.

Sem esquecer, claro, que o fundador da PL, foi um monge zen-budista da linhagem Obáku. Penso que a força da PL vem daí, da união dos campos energéticos budistas, xintoístas e peelistas.

Faço o meu “Hoshô”, que é o momento especial de gratidão. Fico lá um pouco fazendo o plantão e eis-me agradecido e agraciado.

Lembrei outro dia: tudo o que eu pedi ao Omitamá, ao Sol que está no altar da PL eu consegui e por isso, sou imensamente grato. Não tenho palavras para agradecer. Já pedi para mim e para outros e deu certo.

Por isso, repito aqui o juramento: “Desde que recebo Oyashikiri, prometo esforçar na prática da fé e devoção peelista. Prometo cumprir tudo aquilo que me for ensinado na PL”.

(o artigo acima é uma forma de “artina” (divulgação) artina literária e na web).


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pai Nosso - Senhor Buda




Pai Nosso – Senhor Buda
Que estais no Nirvana
Iluminado seja o teu nome
Venha a nós o Reino Búdico
Seja feita a tua vontade
Aqui na terra, no plano físico,
Como em todos os mundos
Todos os planos
Em todas as dimensões.

O pão nosso, material e espiritual
De cada dia
Tenhamos hoje e sempre
Perdoa os nossos erros,
Purifica o nosso mau carma
Assim como nós
Perdoamos aos que nos ofendem

E através da meditação
Transferimos méritos
Para todos os seres.
E nos ajude, nos apóie
Nos momentos difíceis
De quaisquer naturezas.
Protege-nos, livra-nos
De todos os males.

Senhor Buda nos dê força, ânimo
Para que possamos melhorar
A nossa mente e assim
Ajudarmos aos demais seres.

Em nome de todos os Budas
De todos os Darmas
De todas as Sangas:

Eu me refugio em Buda
Eu me refugio no Darma
Eu me refugio na Sanga.

- o0o – o0o – o0o – o0o – o0o –

- A oração acima foi reescrita com todo o respeito e reverência aos cristãos.

- Foi publicada na revista Bodigaya, de Porto Alegre, nº 9, ano 3, 2000, página 44.

- Teve como base os seguintes textos budistas:

- “Eu Sou o Pai de todos os seres vivos (...) tenho um tesouro inesgotável de Sabedoria, Força e Coragem. Todos os seres vivos são meus filhos (...) Tudo vos será dado, segundo vossa vontade”. (Sutra Lótus, parábola da casa incendiada).

- “Na verdade, somos todos filhos de Buda, embora não o saibamos (...) O Buda sempre trata a todos nós como filhos”. (Sutra Lótus, parábola do filho perdido).

Confira:

- “E tendo ouvido a Doutrina agora
Assim em detalhes explicada
Pelo Bem-Encaminhado em pessoa,
Estão transbordantes de alegria
Milhares de milhões de seres
Que são os filhos do coração
Do Guia do Universo”.

(página 426, Sutra Lótus, editora Primordia, New Jersey, 2006).



sábado, 13 de outubro de 2012

Festas de Descasamentos



Festa de Descasamento

É uma novidade que está se espalhando, vejo com bons olhos e lembro da filosofia budista.

No último filme do grande cineasta japonês, já falecido, Akira Kurosawa, há uma festa durante um sepultamento, as pessoas pulando, dançando, alegres e contentes.

Lembro também que a linhagem PL – Instituição Religiosa Perfeita Liberdade, todo ano, em sua festa máxima, no dia 1º de agosto, reverenciam a morte do fundador com queima de fogos e depois, tem os comes e bebes. O fundador era um monge budista japonês da linhagem Zen Obáku.

Em artigo nosso, publicado em outro blog falamos que um dos fatos que caracteriza o século 21, é a desconstrução de várias coisas e, pelo visto, chegou a vez das relações afetivas que estão se desconstruindo há bastante tempo.

Em primeiro lugar, o budismo afirma que o verdadeiro amor é desapego, é amor incondicional, é amor que não pede nada em troca, é um amor doar, amor doar-se.

É preciso celebrarmos as perdas.

No primeiro capítulo do livro O Dhammapada, atribuído ao Buda, ele diz que não devemos ficar choramingando pela vida: ele me fez isso, ela me tirou aquilo... na verdade isso é uma atitude que os Neuróticos Anônimos estudam muito bem, ficar reclamando da existência.

Essa carência cósmica que todos temos, um é carente de uma coisa, outro é carente de outra coisa, então está na hora do Festinvita, neologismo criado pelo escritor gaúcho Lauro Trevisan quando afirma que a vida é uma festa. E para os que seguem a Bíblia há um versículo famoso: “Em tudo dai graças”.

Ora, então comemoremos os descasamentos, desnamoros, desficantes, desnoivados e outros des... com muita alegria no coração.

O Ocidente tem dificuldade com as perdas, só pensa em ganhar, é uma postura infantil. Ganhos e perdas fazem parte da vida, então viva as vitórias, viva as derrotas. Isso é ser Zen.

Às vezes é até melhor perder. Por exemplo, os políticos se agridem na época das eleições, investem tudo em suas eleições e depois, ao longo de seus mandatos deixam muito a desejar, pois tudo nesse mundo é falho, incompleto, então é melhor compreender a importância da perda. Perda também é ganho, derrota também é vitória. É uma outra forma de ver a vida.

No caso dos descasamentos, quantos e tristes casos de cônjuges que se matam, se odeiam, ficam doentes, destroem suas famílias, porque perderam, se sentem arruinados e tal. Fizeram um sonho de seus projetos que desabaram, ora... fazendo-se uma festa de descasamento as energias negativas envolvidas na questão serão transmutadas. Teremos então desfamílias.

E em vez de se falar em ex-marido, ex-mulher que sempre tem o ranço, a energia de ex, de perda, de decepção, de frustração, celebrando estes sentimentos as pessoas envolvidas vão transmutarem-se.

No Ocidente todo mundo quer controle, segurança, mas existe um livro ótimo que recomendo do pastor anglicano inglês Allan Watts, depois ele se interessou muito pelo Zen-Budismo e escreveu um texto maravilhoso chamado “A Sabedoria da Insegurança”, publicado na década de 1970 pela editora Record.

A eternidade é um constante aprimorar-se, evoluir-se, não é nada pronto, acabado, bonitinho. Também tem a beleza do lado feio... e aqui repito o versículo: “Em tudo dai graças”. Ora, é tudo mesmo, dar graças na alegria e dar graças na tristeza. O Zen-Budismo tem um adágio parecido: “Estou aprendendo a ficar contente com tudo”... com as perdas, com as derrotas, com as insatisfações. Não é neurose, ao contrário é Sabedoria.

Portanto, daqui para frente, teremos as cerimônias, festas e afins de descasamentos. Até porque, em termos energéticos é importante romper os liames, as energias que estavam ligadas, coligadas, transligadas e outras mais.

Penso que, com este olhar maduro, teremos menos machismos, menos crimes passionais.

Claro, vai haver gente pedindo a moça, desde o início, em descasamento, e vice-versa, desnamoro, destransa, desmorar juntos e tal. O clérigo ou juiz pergunta: “Fulano(a) aceita Sicrana(o) como sua desesposa, desmulher ou desmarido, deshomem?” E a pessoa responde: “Dessim”.

Vejam bem, não é “sim”, mas “des-sim”. E isso é profundamente Zen. Há estudos informando sobre a questão do sim e do não, des-não na Filosofia Zen-Budista. Teremos despais, desmães, desmundo, desvida etc. Inclusive o Grande Dicionário Des  da Língua Portuguesa. É só colocar antes o sentimento correspondente.

No âmbito político, que tal despolíticos, desparlamentares, desministros, despresidentes da desrepública e outros dês...

É a desvitória da Desfilosofia.