quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Caminho da IEVE



Meditando na IEVE

Hoje à tarde estive na IEVE – Irmandade Espiritualista Verdade Eterna, ali na Praça da Bandeira, RJ:


Assim que o leitor acessa o site acima vê a imagem do Mestre Shiddha (pronúncia: Xiderrá), o mentor espiritual; descendo o texto vê outra imagem que se encontra na sala onde se realizam as missas esotéricas.

Eu estava nesta sala só, fazendo minhas reverências, conversando e agradecendo mentalmente a todos na IEVE e então vi que a estátua balançava um pouco, de um lado para o outro. Seus olhos moviam-se levemente. Foi uma experiência espiritual milagrosa como se o Mestre estivesse conversando comigo.

Então, para comemorar a visita de hoje, a meditação e a citada experiência no campo do extra-sensorial vamos ver um versículo do Sutra Lótus que está na página 120, editorial Kier, 1987, publicado na Argentina:

“1 - Eu sou o Rei da Senda, apareço no mundo para destruir o ciclo do incessante renascimento. Declaro a Lei a todos os seres.

2 – Homens superiores, de sábia compreensão, conservai a palavra, guardai o mistério, não o reveleis em vão.

3 – Esta ciência é difícil de entender; o homem comum, ao ouvi-la de repente, queda-se perplexo e em sua ignorância, pode se desviar do Caminho, extraviando-se.

4 – Falo aos seres e acordo com seus alcances e faculdades e acomodo a teoria mediante vários significados”.

Comentário:

É o capítulo 5 do Sutra Lótus, que tem como título “As plantas”. O texto fala em plantas medicinais. O Buda é um médico espiritual que vai indicando o tratamento, tal e qual a IEVE onde, semanalmente, vamos nos tratar. A proposta do Buda é nos libertarmos do Samsara, este vicioso ciclo de reencarnações.

Muito didático, o Buda tinha diversas formas de pregar, ensinar o Caminho como um hábil professor, é isso o que diz o versículo 4.

O versículo 2 trata, primeiro do respeito e reverência que devemos ter para com o Sutra Lótus é como se este fosse a pessoa do Buda, este é um dos significados esotéricos.

No versículo 3, mesmo sendo difícil, aos poucos vamos nos inteirando deste belo Caminho.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Buda e as Seis Direções



Reverenciando os Pontos Cardeais

“... oferece a todos, pensamentos e atos de amor;  a teus pais, olhando para o Oriente (Leste), donde vem a luz; a teus Mestres, voltando-te para o Sul, donde vem ricos presentes; à tua mulher (ou marido) e teus filhos, voltando-te para o poente (Oeste), onde brilham ternas e pacíficas cores e onde terminam todos os dias; a teus amigos, parentes e a todos os homens (a humanidade em geral), olhando para o Norte; aos seres mais humildes, inclinando-te para a terra (o solo) Nadir; aos Santos, anjos e mortos bem-aventurados, contemplando o céu (Zenith). Assim se evitarão todos os males e falarás como convém, honrando as seis direções principais”.

- o texto acima está na página 190 do livro: “Luz da Ásia”, de Edwin Arnold, ele se inspirou em antigos textos sânscritos para escrever esta biografia do Senhor Buda, a saber, o Lalita Vistara e o Maha Bhinishk Ramana. Editora Pensamento, 1978.

- É uma poderosa prática diária para ser realizado pela manhã  e à noite, que consiste em curvar-se com as mãos palma em palma para os pontos cardeais, para o chão e para o céu. Assim, todos os seres vivos, visíveis e invisíveis estarão cumprimentados.

- O praticante fica protegido em todas estas direções, idem sua casa, seu trabalho, sua família e seus pertences.




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Buddha e Kardec



Buddha e Kardec

Hoje, pela manhã, nas minhas orações e conversas com o Senhor Buddha, Ele me disse que “O grande Allan Kardec é o renascimento (reencarnação) do também grande Sariputra, meu amigo e discípulo sábio”. A revelação foi através da mediunidade/intuição/canalização.

Sariputra era um guru (mestre, professor) do antigo Brahmanismo, tinha 500 discípulos, mas quando conheceu Sidarta Gautama, o Buddha, ficou encantado com os ensinamentos, converteu-se, isto é, tomou refúgio no Buddha, no Dharma (Doutrina) e na Sangha (ordem dos discípulos). Chegou para os antigos seguidores e disse que não era mais mestre, todos estavam liberados, pois ele havia encontrado o verdadeiro Mestre. Os 500 chelas (praticantes) também se tornaram discípulos de Sakyamuni, como o Buddha também era conhecido.

Admiro muito e reverencio Sariputra. Geralmente estes cargos de mestres, gurus e afins geram muitas vaidades, apegos e similares. Ele teve a humildade de aceitar publicamente o Mestre Maior.

Por sua vez, Kardec, continuou e continua sábio. Hoje está à frente do Espiritismo, uma falange que congrega milhares de Espíritos de Luz e estudantes vários.

Quem desejar saber maiores detalhes sobre a vida de Sariputra pode encontrar em espanhol o ótimo livro: Grandes Discípulos de Buda, de Nyanaponika Thera, Hellmuth Hecker e Bhikkhu Bodhi, Ediciones Dharma, Alicante, 2002. Um alentado volume de 404 páginas.



     

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Escritura Budista



Sobre Paribbajika

A história de Sundariparibbajika o leitor pode ver em www.tipitaka.net

Ontem, assim que postamos a notícia abaixo, recebemos a informação mediúnica de que o Espírito Sundari Paribbajika penou durante muito tempo, em um plano espiritual inferior, que nós podemos classificar como um inferno. Se arrependeu.

O Senhor Buda, claro, como não podia deixar de ser, a perdoou.

Então, Sundari renasceu em uma humilde e piedosa família budista da Tailândia. Ainda muito jovem se ordenou bhikkhuni, isto é, monja Teravada e ficou a vida inteira, até o seu desencarne em um mosteiro, que lá eles chamam Wat.

Sundari ainda não se iluminou, vive hoje em um plano espiritual, estudando e praticando o caminho da caridade, do respeito, da fraternidade. Voltou para a sua antiga religião de origem.

Escrevemos esta nota com todo respeito e reverência ao Espírito Paribbajika, que ela seja muito feliz na dimensão em que se encontra.                

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dhammapada e a Verdade






Sundari Paribbajika

É o título da estrofe 306 do Dhammapada, capítulo XXII, edição espanhola, ver especificação na postagem abaixo.

Sundariparibbajika era uma asceta andarilha, não-budista. Certa feita alguns maus elementos combinaram com ela de armar uma calúnia para Sidarta Gautama, o Buda. Ela concordou.

Belo dia, Sundari apareceu no povoado com roupas sensuais, bem maquiada e perfumada. Por onde passava dizia que ia ficar a noite com o Buda. Depois de inventar o boato, escondeu-se até o dia seguinte.

A notícia se espalhou, chegou aos ouvidos do Mestre e, Sidarta proferiu o seguinte ensinamento:

“Quem diz o que não é certo, baixa pelo caminho do inferno. Como também quem diz que não fez – como sabe perfeitamente – o que fez. Ao final, os dois hão de sofrer, porque faltaram com a verdade”.

No outro dia Paribbajika apareceu contando a mentira. Mais uma vez todo mundo ficou comentando e fofocando.

Então os maus elementos levaram a asceta para um matagal e a assassinaram. Com o sumiço da mulher, todos no lugarejo ficaram procurando até que encontraram o seu corpo.

Mais uma calúnia inventaram: que os discípulos de Buda tinham matado a andarilha.

O escândalo chegou aos ouvidos do rei, que mandou os soldados investigarem a verdade, inocentando o Senhor Buda.

O ensinamento serve para qualquer tipo de inverdade. Não devemos, jamais, incorrer em inverdades, mesmo as dissimuladas, forjadas, sob qualquer pretexto.

Nós, os mentirosos

As grandes religiões recomendam não mentir.

Com o Budismo não é diferente, em “O Darmapada – a Doutrina Budista em Versos”, L&PM Editores, 2009, página 105, palavras atribuídas ao Buda, Ele diz:

“Aquele que mente cairá no inferno.
E o que tendo feito, afirma “Isso não fiz”.
Esses dois seres, homens de ações malévolas,
Uma vez mortos, no além se igualarão”.

A boa notícia com relação à estrofe acima (primeira do capítulo XXII) é que no Budismo, o inferno é temporário. Após cumprir a pena, como se fosse em uma prisão o Espírito volta, renasce, alguns chamam de reencarnação.

Contudo, parece que todo ser humano, pelo menos uma vez na vida mente, já mentiu ou mentirá.

Então, só um belo dia, quando ele ou ela decidirem que não vão mais mentir é que começa a libertação da roda dos renascimentos, a roda do Samsara, a roda deste mundo.

E por que toda esta recomendação para não mentir ? É que a energia da mentira é muito negativa e atrai outras mentiras, outras negatividades.

Mahatma Gandhi que sabia disto falava em Satyagraha – a Força da Verdade. A Energia (ou força) da Verdade é muito melhor.

Pode-se, filosoficamente, questionar o que é verdade, o que é a verdade e surgirem diversas interpretações. Podemos então escrever assim: a Força da Realidade, a Força do Real.

Mentiras... e os seus sinônimos não são Energias boas, produtivas, construtivas.

A sabedoria popular têm diversos ditados sobre o parágrafo acima, tipo: “mentira tem pernas curtas” ou “doa a quem doer, mas a verdade tem que ser dita”.

Uma forma de começar a libertar-se do Samsara é pedir desculpas, perdão, assumir o erro, assumir o equívoco, assumir a inverdade, assumir a omissão e não repetir mais a Energia malsã.

Recomenda-se, conforme cada um acredita: um banho de descarrego, passes, preces, orações, meditações, fazer caridade, ler livros sagrados e similares.










 





domingo, 18 de novembro de 2012

Espíritos aprendem



Matthakundali

O Senhor Buda dedicou a estrofe número dois do Dhammapada ao Deva Mattakundali. Isto é muito importante e significativo. Deva podemos entender como um Espírito, um ser desencarnado. Indica também a forte e profunda ligação que o Senhor Buda tinha e tem com os seres do plano astral, razão porque há um Budismo Popular entre o povão e a massa que trabalha com animismo e técnicas que nos lembram espiritismos, kardecismos, esoterismos, espiritualismos e afins = sempre no plural.

Matthakundali era um menino que faleceu aos 16 anos. O seu pai pediu ao Buda que pregasse, de forma post-mortem, ao filho. E assim o Senhor fez, com toda compaixão que lhe era peculiar, apareceu na dimensão onde estava o menino-espírito, pregou o Caminho e o Deva alcançou um alto grau na senda espiritual.


Assim diz o texto Dhammapádico da segunda estrofe:

“O que somos hoje procede de nossos pensamentos de ontem e nossos pensamentos de hoje forjam nossa vida de amanhã: nossa vida é a criação de nossa mente.

“Se um homem fala ou atua com pensamentos puros, a alegria o segue, como sua sombra.”

O Mestre Sidartha nos recomenda, mediante estes versos que tenhamos sempre pensamentos positivos, construtivos.

A primeira linha fala em “homem”, no sentido de ser, pois o ouvinte era o menino-espírito Matthakundali. O Senhor Buda foi até o plano espiritual onde o jovem estava e pregou, iniciando-o na senda búdica.

Atenção: Mediante a sua fé, o leitor pode e deve solicitar que o Senhor Buda vá até onde se encontra o seu ente querido desencarnado e pregue para ele ou ela.

Mesmo que o desencarnado em vida tenha tido outra religião ou nenhuma o Senhor Buda atende o seu pedido e vai lá por compaixão, por amizade para ajudar todos os seres vivos.

Não se trata de querer converter os desencarnados para o Budismo, mas auxiliar através da caridade espiritual os seres que se encontram em outras dimensões da existência.

Com todo respeito, o Darma não é incompatível com outas formas de fé.

A estrofe acima tem como base a edição espanhola do Dhammapada, referida na postagem abaixo.