sexta-feira, 29 de março de 2013

Viroses Espirituais



Curando a si mesmo

Este é mais um livro do mestre japonês Ryuho Okawa, publicado no Brasil. Tem como subtítulo “A Verdadeira Relação entre o Corpo e o Espírito”, várias fotos ilustrando o belo texto.

Fundador da linhagem Happy Science (Ciência da Felicidade) que aproxima Budismo e Cristianismo.

A obra já está em segunda edição e vem pela editora Cultrix, de SP. Okawa começou, em 1981, a receber mensagens psicografadas dos espíritos de Nichiren (1222-1282) e seu famoso discípulo Nikko (1246-1333), patriarcas do Budismo do Sutra Lótus, desde então, os volumes sucedem-se em diversas línguas, chegando recentemente a 1 mil diferentes títulos e mais de 100 milhões de exemplares. Fato que já está no famoso livro de recordes Guiness. No Brasil são mais de 20 livros traduzidos.

Entre outros temas muito interessantes Ryuho informa que as populares “viroses” que andam pelo mundo todo, além dos aspectos estudados cientificamente pela medicina, também tem uma razão espiritual (páginas 96 a 98) é que os espíritos dos mosquitos estão se encarregando de espalhar tais doenças, desde um simples resfriado ou gripe, até enfermidades piores.

Um outro motivo também para as dores do mundo é que o imenso número de abortos (páginas 92 a 95) provocados no planeta está gerando revolta nos espíritos que não tiveram condições de nascer e assim, verdadeiros exércitos de espíritos revoltados estão se vingando da humanidade das mais diversas formas, uma delas, doenças físicas, mentais, espirituais.

Muitos podem discordar, poder rir, mas de acordo com o Budismo tudo que tem vida tem espírito, tem alma. E há uma interdependência entre os planos espirituais, um influenciando o outro.

Não deixem de ler, estudar e aprender. Muito bom !

sábado, 9 de março de 2013

Buda Polígamo



As Esposas de Gautama

Acaba de ser lançado o livro “A Essência de Buda”, do escritor japonês Ryuho Okawa, que já publicou mais de 1 mil volumes, alcançando a espantosa cifra de 100 milhões de exemplares em diversos idiomas.

É um belo resumo dos ensinamentos de Sakyamuni, mas a curiosidade histórica fica por conta da página 15, quando o  autor afirma que Sidartha tinha quatro esposas, uma para cada palácio, referentes às quatro estações do ano. “Por ordem de classe social, Yashodhara ocupava a primeira posição, seguida de Gopa, Manodhara e finalmente uma linda concubina, Murgaja, que ocupava também a posição de dama de honra da corte”.

Okawa declara que a poligamia era comum naqueles tempos. Resta saber se o Buda teve filhos com as outras mulheres, pois os sutras só falam de um único filho, Rahula, que ele teve com Yashodhara. Ryuho diz que a poligamia ajudava a ter sempre descendentes para o trono. Era uma questão de perpetuar a etnia real.

Mas isto não é novidade, em 1943, as Edições Cultura, de SP, publicaram a biografia “O Buda”, de Leon Feer, onde a página 12 fala de três esposas e referindo-se as crônicas da época em sânscrito citam 60 mil e até 80 mil esposas de Sidhartha:

“A fantasia búdica compraz-se nesses números extravagantes; mas nada tem de estranho que um príncipe indú tenha tido três ou quatro esposas. A questão é de saber se os quatro nomes acima citados designam três mulheres ou uma só”.

Voltando ao primeiro livro citado, a edição de Okawa esteve a cargo da IRH Press do Brasil, SP, que já editou 18 obras de Ryuho.







sexta-feira, 1 de março de 2013

Lua Cheia de Março




PHAGGUNA PUJA

De acordo com a tradição budista Theravada do Sri Lanka, na Lua Cheia do mês de março comemora-se a volta do Buddha à sua cidade natal, Kapilavastu, após sua iluminação. Na ocasião ele converteu os familiares.

Estes dados que, mensalmente, estamos publicando neste blog, tem como fonte o livro “A Buddhist Manual”, publicado pela templo British Mahaboddhi Society, de Londres, nos anos 1960. Autoria do grande monge Dr. H. Saddhatissa.

Uma preciosidade que nos foi passada pelo falecido Zomar Pontes Ramos, presidente da antiga SBB – Sociedade Budista do Brasil e Vice-Presidente da antiga Sociedade Teosófica no Brasil.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lua Cheia de Fevereiro



Lua Cheia de Fevereiro

Faz parte da tradição budista Teravada do Sri Lanka e bem podemos adotar em terras brasileiras.

Comemora-se o “Magha  Puja”, quando o Senhor Buda fez a outorga do título de discípulos-chefe a Sariputta e Mogallana, o primeiro pela reconhecida Sabedoria e o segundo, muito conhecido pelos seus poderes psíquicos (mediunidades, canalizações, extra-sensoriais, sensitividades, paranormalidades etc).

Nessa data também se comemora a proclamação da  Ovadapatimokkha, que é a essência do Dhammapada*, versos  183 a 185:

“183 – Abster-se do mal, fazer o bem e purificar o mental; tal é o preceito dos Budas.

184 – A melhor das práticas ascéticas é a paciência constante. É o estado nibânico o mais perfeito, dizem os Budas. Não é em absoluto um discípulo quem faz mal aos outros seres, nem se torna verdadeiro asceta quem a outrem injuria.

185 – Não ofender, a ninguém prejudicar, praticar a disciplina  segundo a lei, ser moderado no comer, viver retirado, tal é o ensino dos Budas”.

Este pronunciamento foi feito diante de 1250 Arahants (praticantes iluminados, monges, leigos e  espíritos).

- Dhammapada, a Senda da Verdade, editora Simões, RJ, 1955. Tradução de Mário Lobo Leal.

- Na edição espanhola, os três versículos são dedicados ao discípulo Ananda, edición Debolsillo, Barcelona, 2011.

- Verso 184: “práticas ascéticas” não significa martírio corporal, prejudicar a saúde; verso 185: “viver retirado” não significa isolar-se, mas ter uma existência como se estivesse em uma retiro espiritual diário.





sábado, 19 de janeiro de 2013

Amizade Búdica



Chuva de Bênçãos Budistas

“Ele (o Senhor Buda) deseja sempre que a chuva de sua amizade e compaixão caia forte e contínua sobre seres sofredores (para aliviá-los)”.

- o versículo acima está na página 121 do ótimo livro “A Visão da Sabedoria”, autoria do Dalai Lama, publicado pela editora Best Seller, em 1972.

- o praticante pode e deve visualizar esta “chuva de amizade e compaixão” como uma chuva de pétalas multicoloridas, perfumadas, caindo sobre as residências, os locais de trabalho, o local onde se está meditando etc.

- a referência faz parte do treinamento “Dezoito Virtudes Especiais de um Buda”, originalmente em tibetano e a seguir em hindi. Na época do apogeu da civilização budista na Índia, primeiro milênio, muitos textos não eram só em sânscrito ou páli; Goenkaji, grande e respeitado professor de Vipássana e sua equipe, estão traduzindo muitos textos budistas presentes em outras línguas da Índia.

- cito Goenkaji com respeito e reverência pois tive a honra de ficar 10 dias, em Miguel Pereira, RJ, em um curso ministrado por seus discípulos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Lua Cheia de Janeiro



Puja Phussa

No calendário budista Teravada do Sri Lanka, a Lua Cheia do mês de janeiro é conhecida como Puja (meditação em grupo com cânticos) Phussa.

É comemorada nesse dia, a visita que o Senhor Buddha fez àquela aprazível ilha do Oceano Índico, onde a maioria da população é budista.

Uns dizem que isso é lenda, outros afirmam que é mito, mas a verdade é que a tradição é aceita perfeitamente por todos, monges e leigos.

Quem me contou esse fato, foi o meu grande amigo e irmão budista, já falecido, Zomar Pontes Ramos, foi presidente da antiga Sociedade Budista do Brasil e vice-presidente da também antiga Sociedade Teosófica no Brasil, que naqueles anos estavam coligadas.

Na gestão de Zomar, anos 1970, eu fui, com muita honra e gratidão, o Secretário da SBB. No período o monge residente era o Venerável Shanti Badra Thera,  depois seguiu para a Austrália, onde se tornou abade Teravada e ficou lá até desencarnar.

Zomar me passou folhas datilografadas, hoje amareladas pelo tempo, resenhando o calendário budista do Sri Lanka e citava como texto base o livro “A Buddhist Manual”, autoria do Venerável Dr. H. Saddhatissa, abade do templo da British Mahaboddhi Society, de Londres, que publicara o referido calendário.

Aos poucos iremos, em nossos blogs, citando as Luas Cheias de cada mês.

Zomar, acompanhado da esposa, e tendo como cicerone o Venerável Dr. Puhulwelle Vipassi, nos anos 1980, visitou o Sri Lanka, Tailândia, Índia, Sudeste Asiático. O monge Vipassi, natural do Sri Lanka, também já falecido, tinha o título de Primaz Teravada para o Brasil, concordava plenamente com o referido calendário.

Hoje, podemos solicitar a visita espiritual do Senhor Buddha às nossas casas, nossos trabalhos, nossas escolas, colégios etc. A presença dele é Eterna e abençoadora.






sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Poética sobre o Butão



Montanhas da Minha Terra

Antonio Carlos Rocha*

Ai ! como é bonita a minha Terra !
No meio das montanhas, repleta de montanhas
Rios correndo como a vida,
Árvores em profusão como os pensamentos.

Nas partes mais altas
Construíram mosteiros, santuários, templos
Locais sagrados de peregrinação e habitação.

Uns moram lá, outros moram perto
E outros visitam nas datas festivas.

No seu interior, existem riquezas insondáveis:
Cavernas, eremitérios, altares;
Tudo para render homenagem à fé (budista)
Que brota como o ar.

Montanhas da minha Terra, Butão
Meu pequenino coração
Comove-se ante o esplendor da sua fé (em Buda)
E a minha mente torna-se um botão
De flores, das muitas flores
Que nascem e renascem
Na luxuriante vegetação.

Butão, meu botão
Terra das mais priscas eras;
Tão antiga quanto é este mundo.

O tempo passa,
O planeta muda e você fica
Como um farol da fé (no Darma)

Guiando os caminhantes,
Ensinando os transeuntes
Orientando os sequiosos de saber.

Butão, botão
Eu sou o Dragão,
Que você mesmo criou.
 

(*) páginas 128 e 129 do livro “O Poder do Dragão – Proteção e Sabedoria no Budismo”, editora Espaço e Tempo, 1993.