sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Escritura Budista



Sobre Paribbajika

A história de Sundariparibbajika o leitor pode ver em www.tipitaka.net

Ontem, assim que postamos a notícia abaixo, recebemos a informação mediúnica de que o Espírito Sundari Paribbajika penou durante muito tempo, em um plano espiritual inferior, que nós podemos classificar como um inferno. Se arrependeu.

O Senhor Buda, claro, como não podia deixar de ser, a perdoou.

Então, Sundari renasceu em uma humilde e piedosa família budista da Tailândia. Ainda muito jovem se ordenou bhikkhuni, isto é, monja Teravada e ficou a vida inteira, até o seu desencarne em um mosteiro, que lá eles chamam Wat.

Sundari ainda não se iluminou, vive hoje em um plano espiritual, estudando e praticando o caminho da caridade, do respeito, da fraternidade. Voltou para a sua antiga religião de origem.

Escrevemos esta nota com todo respeito e reverência ao Espírito Paribbajika, que ela seja muito feliz na dimensão em que se encontra.                

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dhammapada e a Verdade






Sundari Paribbajika

É o título da estrofe 306 do Dhammapada, capítulo XXII, edição espanhola, ver especificação na postagem abaixo.

Sundariparibbajika era uma asceta andarilha, não-budista. Certa feita alguns maus elementos combinaram com ela de armar uma calúnia para Sidarta Gautama, o Buda. Ela concordou.

Belo dia, Sundari apareceu no povoado com roupas sensuais, bem maquiada e perfumada. Por onde passava dizia que ia ficar a noite com o Buda. Depois de inventar o boato, escondeu-se até o dia seguinte.

A notícia se espalhou, chegou aos ouvidos do Mestre e, Sidarta proferiu o seguinte ensinamento:

“Quem diz o que não é certo, baixa pelo caminho do inferno. Como também quem diz que não fez – como sabe perfeitamente – o que fez. Ao final, os dois hão de sofrer, porque faltaram com a verdade”.

No outro dia Paribbajika apareceu contando a mentira. Mais uma vez todo mundo ficou comentando e fofocando.

Então os maus elementos levaram a asceta para um matagal e a assassinaram. Com o sumiço da mulher, todos no lugarejo ficaram procurando até que encontraram o seu corpo.

Mais uma calúnia inventaram: que os discípulos de Buda tinham matado a andarilha.

O escândalo chegou aos ouvidos do rei, que mandou os soldados investigarem a verdade, inocentando o Senhor Buda.

O ensinamento serve para qualquer tipo de inverdade. Não devemos, jamais, incorrer em inverdades, mesmo as dissimuladas, forjadas, sob qualquer pretexto.

Nós, os mentirosos

As grandes religiões recomendam não mentir.

Com o Budismo não é diferente, em “O Darmapada – a Doutrina Budista em Versos”, L&PM Editores, 2009, página 105, palavras atribuídas ao Buda, Ele diz:

“Aquele que mente cairá no inferno.
E o que tendo feito, afirma “Isso não fiz”.
Esses dois seres, homens de ações malévolas,
Uma vez mortos, no além se igualarão”.

A boa notícia com relação à estrofe acima (primeira do capítulo XXII) é que no Budismo, o inferno é temporário. Após cumprir a pena, como se fosse em uma prisão o Espírito volta, renasce, alguns chamam de reencarnação.

Contudo, parece que todo ser humano, pelo menos uma vez na vida mente, já mentiu ou mentirá.

Então, só um belo dia, quando ele ou ela decidirem que não vão mais mentir é que começa a libertação da roda dos renascimentos, a roda do Samsara, a roda deste mundo.

E por que toda esta recomendação para não mentir ? É que a energia da mentira é muito negativa e atrai outras mentiras, outras negatividades.

Mahatma Gandhi que sabia disto falava em Satyagraha – a Força da Verdade. A Energia (ou força) da Verdade é muito melhor.

Pode-se, filosoficamente, questionar o que é verdade, o que é a verdade e surgirem diversas interpretações. Podemos então escrever assim: a Força da Realidade, a Força do Real.

Mentiras... e os seus sinônimos não são Energias boas, produtivas, construtivas.

A sabedoria popular têm diversos ditados sobre o parágrafo acima, tipo: “mentira tem pernas curtas” ou “doa a quem doer, mas a verdade tem que ser dita”.

Uma forma de começar a libertar-se do Samsara é pedir desculpas, perdão, assumir o erro, assumir o equívoco, assumir a inverdade, assumir a omissão e não repetir mais a Energia malsã.

Recomenda-se, conforme cada um acredita: um banho de descarrego, passes, preces, orações, meditações, fazer caridade, ler livros sagrados e similares.










 





domingo, 18 de novembro de 2012

Espíritos aprendem



Matthakundali

O Senhor Buda dedicou a estrofe número dois do Dhammapada ao Deva Mattakundali. Isto é muito importante e significativo. Deva podemos entender como um Espírito, um ser desencarnado. Indica também a forte e profunda ligação que o Senhor Buda tinha e tem com os seres do plano astral, razão porque há um Budismo Popular entre o povão e a massa que trabalha com animismo e técnicas que nos lembram espiritismos, kardecismos, esoterismos, espiritualismos e afins = sempre no plural.

Matthakundali era um menino que faleceu aos 16 anos. O seu pai pediu ao Buda que pregasse, de forma post-mortem, ao filho. E assim o Senhor fez, com toda compaixão que lhe era peculiar, apareceu na dimensão onde estava o menino-espírito, pregou o Caminho e o Deva alcançou um alto grau na senda espiritual.


Assim diz o texto Dhammapádico da segunda estrofe:

“O que somos hoje procede de nossos pensamentos de ontem e nossos pensamentos de hoje forjam nossa vida de amanhã: nossa vida é a criação de nossa mente.

“Se um homem fala ou atua com pensamentos puros, a alegria o segue, como sua sombra.”

O Mestre Sidartha nos recomenda, mediante estes versos que tenhamos sempre pensamentos positivos, construtivos.

A primeira linha fala em “homem”, no sentido de ser, pois o ouvinte era o menino-espírito Matthakundali. O Senhor Buda foi até o plano espiritual onde o jovem estava e pregou, iniciando-o na senda búdica.

Atenção: Mediante a sua fé, o leitor pode e deve solicitar que o Senhor Buda vá até onde se encontra o seu ente querido desencarnado e pregue para ele ou ela.

Mesmo que o desencarnado em vida tenha tido outra religião ou nenhuma o Senhor Buda atende o seu pedido e vai lá por compaixão, por amizade para ajudar todos os seres vivos.

Não se trata de querer converter os desencarnados para o Budismo, mas auxiliar através da caridade espiritual os seres que se encontram em outras dimensões da existência.

Com todo respeito, o Darma não é incompatível com outas formas de fé.

A estrofe acima tem como base a edição espanhola do Dhammapada, referida na postagem abaixo.


sábado, 17 de novembro de 2012

Discípulo do Buda



Venerável Cakkhupala Thera

Foi um discípulo iluminado do Senhor Buddha, a primeira estrofe do Dhammapada está dedicada a ele.

O Mestre conhecia tudo de todas as pessoas. Ele olhava para o discípulo, lia a aura e sabia perfeitamente sobre o passado e o presente de cada praticante.

Thera é uma graduação hierárquica, algo como “Sábio”. Cakkhupala, o nome de ordenação. Então Cakkhupala, para abrir a coletânea de ensinamentos do Dhammapada, devia ter muitos méritos para isso. Nossa imorredoura gratidão,  possibilitou através dos tempos futuros, todos bebessem nesta fonte de bem viver.

O texto da primeira estrofe diz:

“O que somos hoje procede de nossos pensamentos do passado e nossos pensamentos presentes forjam nossa vida de amanhã: nossa vida é a criação de nossos pensamentos.

Se um homem fala ou atua com pensamentos impuros, o sofrimento o segue como a roda do carro segue o animal que puxa o veículo”.

A referência ao Venerável Cakkhupala está na página 42, do sagrado volume Dhammapada, Debolsillo, 2011, Barcelona. Edição bilíngüe páli-espanhol por Juan Mascaro (1897-1987) um dos maiores sanscritistas do século XX.

www.megustaleerdebolsillo.com

Agradecimentos aos antepassados de Cakkhupala e toda a equipe de Luz que o acompanha ao longo dos milênios.

Reverências !

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Profissão Descasamenteiro



Festas de Divórcio

Outro dia, algumas postagens atrás, escrevi sobre festas de descasamentos que começam a acontecer em algumas localidades.

Agora vejo a ótima revista Língua Portuguesa, publicada pela editora Segmento, ano 8, nº 83, setembro, 2012, página 56, informando que nos Estados Unidos já existe a profissão de “divorce planner”, ou seja, aqueles organizadores, promotores das festas de descasamento, com direito a bolo e muita alegria.

A proposta justamente é, tirar o ranço negativista que envolve as separações. A citada revista diz ainda que tais eventos viraram uma verdadeira indústria que faz muito sucesso.

Como escrevemos no artigo anterior, a postura lembra a filosofia budista, procurar ver as perdas como ganhos, sabendo que tudo é impermanente nesse plano material.

E, por outro lado, as festas geram atitudes mais saudáveis, em vez de separações que geram muitos crimes.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Santa" Nhá Chica



Nhá Chica

Não sou católico, o que escrevo a seguir é com todo respeito e reverência.

Sou um budista que tem apreço e muita gratidão a Nhá Chica, ex-escrava mineira que está em processo de santificação pelo Vaticano... não sei se o termo certo é assim.

Por uma obra do acaso... sei que em espiritualidade não existe acaso, não existe coincidência... visitei a aprazível cidade de Baependi - MG, “conheci” Nhá Chica, orei com ela, rezei com ela, me emocionei na igrejinha que ela construiu e a maior também. Fiz pedidos vários, obtive e obtenho muitas graças através dela.

Inclusive, um dos itens que me caracteriza é que ando, diariamente, com uma relíquia de Nhá Chica que lá adquiri, desde 2005.

Portanto, peço/sugiro ao Santo Padre, o papa Bento XVI que no próximo ano, em sua chegada ao Rio de Janeiro, para o Fórum Mundial da Juventude Católica, que pretende receber 1 milhão de jovens de todo o mundo, que oficialize Nhá Chica como “Santa” – também não sei se o verbo certo é “oficializar”.

Agora, na minha linguagem espiritualista: Nhá Chica é um Espírito de muita Luz, um Ser Celestial que faz parte da egrégora (o campo energético) de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.



Importante: a rainha Mahamaya, mãe de Sidarta Gotama, o Buda, também era “virgem” quando concebeu o príncipe. Aventuro-me até a pensar que os espíritos de Maria mãe de Jesus e Mahamaya mãe de Buda são do mesmo plano espiritual, foram devas encarnadas e por isso não podiam ter o contato físico.

Nada contra a sexualidade, mas os experimentos com a ovelha Dolly nos permitem deduzir que tanto Sidarta quanto Jesus foram clonados espiritualmente.

A referência a Jesus está na Bíblia, todos sabem, e a referência a Sakyamuni está no raríssimo, já esgotado, A Vida de Buda, do estudioso francês A. Ferdinand Herold, publicado no Brasil pela Ece Editora, em 1985. (Editora Cultura Espiritual, SP).

Herold teve como base os textos do antigo Budismo Indiano, em sânscrito: Lalita-Vistara, Buddhacarita e o Avadanasataka.

O autor cita ainda os pesquisadores europeus H. Oldenberg e H. Kern.

A imagem de Nhá Chica é com um guarda-chuva... e existe uma linhagem de divindades (espíritos de luz) budistas que aparecem com guardas-chuvas, guarda-sóis ou sombrinhas...

Estes grandes seres, originalmente pertencem às suas respectivas fés, religiões, mas depois, após o desencarne, se tornam patrimônio espiritual da humanidade, cuja linguagem é o amor incondicional que independe de denominação específica.








domingo, 11 de novembro de 2012

Budismo chinês



Budismo Contemporâneo

Já falamos do intelectual japonês Daisaku Ikeda, hoje voltamos a falar dele, pela importância do seu trabalho.

No livro “O Budismo na China”, publicado no Brasil pela editora Record, em 1976, ele afirma que caminhando da Índia para a China o Darma de Buda cresceu em quantidade e qualidade, uma profusão de escolas ajudou e muito a divulgar o pensamento de Sakyamuni em outros países da Ásia.

Ikeda é romancista, crítico literário, poeta, professor, ensaísta consagrado e Doutor Honoris Causa em universidades conceituadas de vários países. A ONU lhe concedeu o “Prêmio da Paz” em função de sua incansável atividade como missionário leigo divulgando o Budismo e a Paz entre os seres humanos.

Nas páginas 98 a 102 ficamos sabendo da Meditação Sutra Lótus, uma antiga prática devocional que consistia em três itens: recitar mantras, estudar as escrituras (isto é, o Sutra Lótus, que condensa todo o tripitaka mahayana) e a meditação silenciosa de plena atenção, ao longo de 21 dias.

Há uma história, lenda ou não, que no ano 65 o então Imperador chinês sonhou que um homem de ouro voava pelos céus vindo da Índia, este ser que voava, naturalmente era o Buda.